Terceiros Lugares: Espaços híbridos para uma cultura do comum 
Conferência & Encontro de práticas, reflexão e acção coletiva
por Largo Residências
13 e 14 de Março 2026, Sala Estúdio Valentim de Barros,
Jardins do Bombarda, Lisboa
Entrada gratuita sujeita a lotação e mediante inscrição
Inscrições online até 6 de Março
Em dois dias de debate e convívio, o evento põe em diálogo as experiências dos terceiros lugares em Portugal, espaços comuns criados por iniciativas de base local. Estes lugares cruzam práticas ligadas, entre outras, à arte, à educação, à agroecologia ou ainda à alimentação. Partilham recursos e reúnem comunidades diversas. São lugares de encontro, onde o território é pensado e construído colectivamente.

Para esta nova etapa do projecto de investigação-ação “Terceiros Lugares”, começamos por dividir Portugal em quatro regiões: Norte, Centro, Grande Lisboa e Alentejo/Algarve. Com a preciosa contribuição de um/a actor/actriz-chave por região, convidada/os para a conferência e para facilitar os workshops, chegámos a identificar um conjunto de quase cem projectos cujo trabalho dialoga com o conceito de “terceiro lugar”.
De seguida, procuramos envolvê-los através de uma série de entrevistas e de um inquérito partilhado à escala nacional, para compreender melhor como funcionam e que desafios enfrentam.
Neste evento, convidamos participantes dessa rede em construção, de Norte a Sul do país, para partilhar práticas, reflectir em conjunto e accionar este colectivo. Contamos também com todas as pessoas interessadas pelo movimento, que queiram conhecer os projectos existentes, trocar experiências e abrir perspectivas comuns.
13 de Março
14h30 – Abertura da conferência
15h30 – 1º Painel – Hugo Cruz e Guida Marques
16h20 – Intervalo
16h40 – 2º Painel – Luís Sousa Ferreira e Marta Cabral
17h30 – Intervalo
17h50–19h00 – Debate
14 de Março
14h30 – Abertura
15h – Workshops
   – “Comunidade: um lugar de participação e reciprocidade” – Hugo Cruz
   – “Lugares: espaços vazios reparados pelo comum” – Guida Marques
   – “Horizontalidade: do território para o território” – Luís Sousa Ferreira
   – “Diversidade: um ecossistema híbrido de práticas e competências” – Marta Cabral
17h30 – Intervalo
18h00 – Partilha e síntese
19h00–21h00 – Convívio com DJ Kino 
Entidades associadas (participantes da pesquisa e do evento)
Casa da Esquina (Centro, Coimbra)
Casa de Gigante (Centro, Sertã)
Casa dos Choupos (Norte, Santa Maria da Feira)
Espaço Nativa (Alentejo e Algarve, São Luís)
Estação Cooperativa (Alentejo e Algarve, Montemor-o-Novo, Casa Branca)
Mula (Grande Lisboa, Barreiro)
Regador (Grande Lisboa, Lisboa)
Renovar a Mouraria (Grande Lisboa, Lisboa)
Rio Neiva (Norte, Esposende)
Rural Vivo (Norte, Gerês)
Terra Sintrópica (Alentejo e Algarve, Mértola)
Trust Collective (Centro, Arganil)
Direcção geral: Marta Silva
Investigação e coordenação: Hélène Veiga Gomes 
Apoio à investigação: Kino Sousa
Convidados/as: Guida Marques, Hugo Cruz, Luís Sousa Ferreira e Marta Cabral
Produção: Lia Mei
Comunicação: José Luís Costa e Joana Botelho
Design e fotografia: Ivo Rodrigues
Promotor: Largo Residências
Apoio financeiro: República Portuguesa – Cultura/Direção-Geral das Artes e Câmara Municipal de Lisboa
Neo-rural, vive na Serra do Açor, no meio do nada, que é o centro de tudo, desde 2017. Mestrado em Performance/Instalação nas Belas Artes de Lisboa (2019), Mestrado em Arquitectura na Univ. de Coimbra (2011).  Na arquitectura e na performance art, explora a ruína – corpo, casa, memória, trauma – e o potencial de cura e reparação contido nos processos de reconstrução. Activista na defesa dos ecossistemas e dos saberes ancestrais; é activamente política no lugar e poeta e pastora.
Ultimamente participou na Bienal de Arquitectura de Veneza (2023) e nos projectos europeus “Shifting Ruralities” e “Hive Symposium” (Bruxelas, 2025), entre outros. É co-fundadora e colaboradora das associações TRUST Collective e Colectivo BARDA, faz parte de vários movimentos informais de cidadãos, de várias Comissões de aldeias e de Baldios, e é presidente da Junta.
Criador, programador cultural, professor e investigador. Doutorou-se com o tema “Práticas Artísticas Comunitárias e Participação Cívica e Política. Fez formação na Universidade Ramon Llull, Académie Internationale des Arts du Spectacle, Centro Teatro do Oprimido e Odin Teatret. Professor convidado na Escola de Artes – Universidade de Évora. Integra a equipa de avaliação externa da PARTIS / Art for Change – Fundação Calouste Gulbenkian/Fundação BPI/La Caixa. É, atualmente, diretor artístico do DESEJAR – Movimento de Artes e Lugares Comuns (Braga25 – Capital Portuguesa da Cultura) (www.artandparticipation.com)
É adjunto da Direção Artística do Teatro Nacional D. Maria II, conciliando esta função com a docência na ESAD das Caldas da Rainha. Em 2022 fundou a Riscado, dedicada à consultoria, programação e criação de projetos de coesão territorial e participação cultural. Foi fundador e diretor do 23 Milhas (2016–2022), diretor artístico do Aldear (2021-2023), consultor artístico da candidatura Braga’27 (2019–2020) e fundador e diretor do festival BONS SONS (2006–2019), além de comissário do programa Caminhos do Médio Tejo (2016–2018). Diplomado em Design Industrial pela ESAD.CR, exerceu funções na experimentadesign e no CENTA, esteve ligado ao associativismo cultural e é cronista regular na Gerador e na Comunidade Cultura e Arte.
Marta Cabral é lisboeta, licenciada em Organização e Gestão de Empresas pelo ISCTE, e vive há duas décadas no Sudoeste de Portugal, onde actua em desenvolvimento bioregional e turismo responsável. Geriu a Associação Casas Brancas até 2013 e co-fundou a Associação Rota Vicentina, que presidiu até 2025, estruturando o papel do ecoturismo e das redes locais na regeneração dos territórios rurais. Nos últimos anos aprofundou trabalho em governança colaborativa, narrativas de transformação, economia endógena e integração comunitária. Desde março de 2026 actua de forma autónoma, focada em inovação colaborativa, resiliência e transição do mundo rural.
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