SALA ESTÚDIO VALENTIM DE BARROS
Em Outubro de 2024 foi iniciado o projecto de reabilitação do antigo telheiro/armazém do antigo Hospital psiquiátrico Miguel Bombarda, transformando-o na Sala Estúdio Valentim de Barros, inaugurada a 27 de Março de 2025.
Este lugar pretende homenagear a memória do bailarino Valentim de Barros, eternizando a sua vida e legado através de um espaço cultural aberto a toda a cidade, como símbolo de uma luta eterna pela liberdade e diversidade.
Este espaço é constituído por um foyer, uma sala multiusos, uma black box e uma plateia com 99 lugares, cuja obra foi promovida pelo LARGO Residências, com projecto de arquitectura da cooperativa Trabalhar com os 99% e executada pela empresa Lisbeyond Group.
Foi pela força da parceria com o Teatro Nacional D. Maria II que a Sala Estúdio Valentim de Barros se tornou uma realidade, onde esta instituição pública de referência no panorama nacional da cultura se propôs a um ano de residência neste local em 2025.
Actualmente, a gestão desta Sala é baseada num manifesto de princípios e valores colectivos, onde o acto de programar é partilhado entre os residentes do Jardins do Bombarda – Centro Cultural e Comunitário, promovendo uma responsabilidade política, artística e cívica de criar com o conhecido e de acolher o desconhecido, colocando o património público ao serviço da comunidade.
PROGRAMAÇÃO






Edgar Valente apresenta “Ignorante” // 24 de Janeiro, 21h
Edgar Valente apresenta “Ignorante”
Concerto, Música
24 de Janeiro (Sáb.), 21h , Sala Estúdio Valentim de Barros
Jardins do Bombarda – Centro Cultural e Comunitário
Bilheteira online
https://www.ticketline.pt/evento/edgar-valente-apresenta-ignorante-100798
““Ignorante” é uma tour de concertos e encontros no início de um ano que promete reflexão e confronto entre questões de identidade, humildade, poder e discernimento. Num cálice cheio de canções que soam entre o doce, amargo ou ácido, conforme o paladar, a presença e a coragem de quem escuta.
Depois de mais de uma década a trabalhar o cancioneiro português, as suas raízes e ancestralidades – através de projectos como Criatura, Bandua , Coro dos Anjos ou AIÊ – Edgar Valente apresenta-se agora a solo, mas nunca sozinho. Entre o adufe, o piano e os teclados, surgem vozes cúmplices, convidados surpresa e um público chamado a cantar sem pudor.
A acompanhar cada concerto estará o vinho Ignorante, vindo do Dão, um vinho caseiro e familiar cuja história de fogo, perda e renascimento inspira esta travessia. Reza o rótulo: “Da ignorância, surge a sabedoria.”
“Ignorante” é um convite ao encontro verdadeiro em partilha.
Com a arte, a escuta, com o amor, o brinde.”
Ficha Técnica e Artística:
Edgar Valente: voz, piano, teclados, adufe
& convidados
Fotografia: Dewis Caldas
MONO-NO-AWARE de Rafael Alvarez | BODYBUILDERS // 31 de Janeiro, 21h
MONO-NO-AWARE
Dança
de Rafael Alvarez | BODYBUILDERS
31 de Janeiro (Sáb.), 21h, Sala Estúdio Valentim de Barros
Jardins do Bombarda – Centro Cultural e Comunitário
Bilheteira online https://www.ticketline.pt/evento/MONO-NO-AWARE-de-Rafael-Alvarez-100747
““MONO-NO-AWARE” [a beleza invisível das coisas efémeras], o mais recente espectáculo do coreógrafo Rafael Alvarez, convida a uma viagem poética e meditativa, através de uma paisagem minimalista e enigmática, interpelada pelo conceito japonês do mono-no-aware. Um mergulho numa metáfora de mundos flutuantes (ukiyo) e coisas belas e frágeis, para refletir sobre a extravagância das coisas simples num mundo complicado. Um colete de salvação, para respirar à tona de água, a vida de todos os dias, no meio do fumo de todos os dias.
No palco, Mariana Tengner Barros, Noeli Kikuchi e Rafael Alvarez oferecem os seus corpos a uma coreografia visual sobre a sensibilidade das coisas simples e belas, que nos emocionam na impermanência do mundo. Corpos nostálgicos que sonham acordados e se desequilibram entre filtros e realidades temporais (o passado, o presente e uma ideia de futuro), seduzidos pela beleza triste daquilo que nos interpela a perguntar a nós mesmos:
O que acontece a seguir?
Para onde vão as imagens belas que nos deixam saudade?
Onde guardamos o tempo de ontem?
Se um corpo não se dissolvesse, não desaparecesse como nevoeiro, as coisas perderiam o poder de nos comover?
Respiramos de dentro para fora ou de fora para dentro?
As imagens morrem em palco e são levadas para fora dele?
MONO-NO-AWARE, o “pathos das coisas”, termo japonês dificilmente traduzível por ‘uma empatia e uma sensibilidade especial para com as coisas efémeras’, está relacionado com a consciência e a celebração da inevitável transitoriedade das coisas, assim como uma leve tristeza ou melancolia inerente ao estado de mudança, transformação e efemeridade presente na realidade, manifestando-se também como uma expressão emocional em relação à natureza, uma forma de antecipação nostálgica da impermanência do tempo presente e do derradeiro paradoxo da vida (morte vivida), que é a sua finitude. A natureza é esse permanente estado de perda, de transformação, de efemeridade e da promessa do que está para vir. Paradoxalmente, somos atravessados por uma velocidade e uma urgência que dita e molda dicotomicamente a(s) nossa(s) realidade(s) contemporânea(s) e a nossa geografia humana e ambiental. E ainda assim as coisas seguem a sua ordem natural. As pedras seguem tranquilamente no mesmo lugar, as árvores enraízam-se e as nuvens dissipam-se. Convocamos um tempo fora do tempo, para respirar, para escutar e para viver (um dia de cada vez), na imensa incerteza do que acontece a seguir, hipnotizados pela beleza invisível das coisas efémeras.
MONO-NO-AWARE estreou em Almada, no Teatro Municipal Joaquim Benite (Transborda, Abril 2024), prosseguindo com apresentações ao longo de 2024, 2025 e 2026, em Coimbra, Ponte de Lima, Ponta Delgada, Faro, Lisboa e Vientiane/Laos.”
Ficha Técnica e Artística:
Direção artística, coreografia, cenário e figurinos: Rafael Alvarez
Co-criação e interpretação: Mariana Tengner Barros, Noeli Kikuchi e Rafael Alvarez
Desenho de luz e direção técnica: Nuno Patinho
Produção e difusão: Rafael Alvarez | BODYBUILDERS
Gestão financeira: Sara Lamares
Assistência/estagiário (Faro e Lisboa): Abdulay Bragança Dias
Registo vídeo e teaser: Vitor Hugo Costa/Metafilmes
Fotografias: Elisabeth Vieira Alvarez
Co-produção: Transborda/Núcleo de Artes Performativas de Almada e Casa da Dança (Almada), Festival Citemor (Montemor-o-Velho/Coimbra), Teatro das Figuras/Município de Faro (Faro), Teatro Diogo Bernardes/Município de Ponte de Lima (Ponte de Lima), Estúdio 13 (Ponta Delgada, Açores), FMK/Fang Mae Kong – International Dance Festival (Vientiane, Laos)
Acolhimento: Sala Valentim de Barros/Jardins do Bombarda
Apoios em Residência: Opart – Estúdios Victor Córdon, Casa da Dança – Almada, Citemor/Citec, Palácio Pancas Palha/Companhia Olga Roriz
Media Partner: Antena 2
Apoio à Criação: República Portuguesa – Cultura/Direção-Geral das Artes
Fundação GDA
Drag(on) de Mariana Tengner Barros // 6 e 7 de Fevereiro, 21h
Drag(on)
de Mariana Tengner Barros/ A Bela Associação
Cruzamento Disciplinar- Performance
6 e 7 de Fevereiro (Sex. e Sáb.), 21h, Sala Estúdio Valentim de Barros
Jardins do Bombarda – Centro Cultural e Comunitário
Bilheteira online https://www.ticketline.pt/evento/drag-on-de-mariana-tengner-barros-101289
Em Drag(on), Mariana Tengner Barros convoca o corpo como portal de passagem, não para a representação, mas para a experiência crua de estados alterados. Entre rito e espectáculo, a performer dissolve os protocolos da cena, deslocando o olhar para um território onde o familiar se abre ao mistério.
Entre dragões e drag, entre travestismo e xamanismo, a metamorfose inscreve-se no corpo como transe, espasmo e possessão. Não há narrativa linear, mas correntes invisíveis que arrastam o espectador por paisagens apocalípticas e mitologias aquáticas. A banalidade torna-se aurificada, o rosto perde contornos, e o gesto explode em orgia involuntária.
Este solo ergue-se como ode às águas e às suas potências – lágrimas, rios, mares, celebrando a diferença, a estranheza e o cosmos visionário interior. Drag(on) é a emergência de um real mais real, um convite a reaprender a ver com o corpo, a sentir o invisível e a habitar o imaginal esquecido.
Ficha Técnica e Artística:
Criação, interpretação, figurinos e espaço cénico: Mariana Tengner Barros
Música e sonoplastia: OAK Witch, Mariana Tengner Barros, e canções de domínio popular
Desenho de Luz e Direcção Técnica: Sebastião Pinto
Consultoria Artística: Nuno Miguel
Design Fanzine: Tresa
Produção Executiva: Tiago Rosário
Produção: A Bela Associação
Co-Produção: Galeria Zé dos Bois
Agradecimentos: Romana Mussagy/ Royal Skuare, Elizabete Francisca, Ana Sousa
A Bela Associação e a Galeria Zé dos Bois são estruturas financiadas pela República Portuguesa – Direção Geral da Cultura, Juventude e Desporto
Sonora no Valentim // 14 de Fevereiro, 22h às 2h
Sonora no Valentim
por Associação Sonora em co-produção com LARGO Residências
Música
14 de Fevereiro (Sáb.), 22h às 02h, SEVB, Sala Estúdio Valentim de Barros
Jardins do Bombarda – Centro Cultural e Comunitário
Bilheteira online https://www.ticketline.pt/evento/sonora-no-valentim-101430
Em noite de São Valentim, a Associação SONORA, em parceria com a LARGO Residências, propõe uma noite de duos no Estúdio Valentim de Barros. Dois encontros artísticos que seguem a mesma premissa: criar som a partir da relação entre dois. Aqui, improvisar é habitar um espaço intermédio onde nada está totalmente previsto e onde cada gesto existe em função do outro.
É essa a nossa proposta para o Dia dos Namorados: o encontro como um território instável e fértil, onde nada se fixa à partida e tudo se constrói em ligação. Um espaço de atenção e vulnerabilidade, onde o som (tal como o amor) acontece pela presença, pelo risco e pela partilha. Propomos uma outra forma de intimidade e celebração, a que nasce da escuta.
22h00 David Maranha & Rodrigo Amado
David Maranha e Rodrigo Amado apresentam um dos encontros mais marcantes da música improvisada recente. Duas trajetórias longas, sólidas e amplamente reconhecidas que, ao longo de décadas, evoluíram em paralelo até finalmente convergirem num campo comum de risco e de profunda afinidade. Em Wrecks, o duo constrói uma peça contínua de cerca de 45 minutos, onde órgão elétrico e saxofone se fundem num organismo sonoro denso, pulsante e em permanente mutação. Este é um território de confronto e de cumplicidade, onde uma parede ressonante de drone e noise, criada por Maranha, é atravessada por ondas urgentes, líricas e abrasivas do saxofone de Amado. Stewart Smith, da revista The Wire, descreve este trabalho como “um encontro psicadélico entre dois mestres portugueses”.
23h00 Joy Bangs (Ana Farinha & JB Kyron)
Joy Bangs é uma Folie à Deux de JB Kyron e Ana Farinha. Manipulação de disco e de objeto em registo de áudio-collage, explorando som e imagem, Sample Mania e a transmissão de mensagens subliminares através de spoken word, com as curvas do dub como pano de fundo. Uma invocação onírica de cores vívidas que não esquece o brutalismo do industrial. Joy Bangs pertence à areia movediça, sempre entre o aquoso e o rígido, o tudo e o nada. A disposição para o imprevisível e a dialética da tentativa e do erro são o catalisador que os une à audiência, num pé de igualdade necessário a um circuito que se autoalimenta.
Falem-lhes do declínio da sociedade ocidental e eles oferecem-vos flores.
Ficha Técnica e Artística:
Co-produção: Sonora e Largo Residências
Curadoria e direção artística: Raquel Castro
Artistas: Ana Farinha, David Maranha, JB Kyron, Rodrigo Amado
Bombarda: Passado, Presente e Futuro #7 - Parcerias Público-Comunitárias // 15 de Fevereiro, 16h
Bombarda: Passado, Presente e Futuro #7 – Parcerias Público-Comunitárias
Ciclo de Conversas
com moderação de Tiago Mota Saraiva (Trabalhar com os 99% / Largo Residências) e convidados António Gil Leitão (Ex-presidente do IHRU), Eduardo Graça (Presidente da CASES) e Sam Rosenzweig (Fundador e coordenador da Cooperativa Cobha)
por LARGO Residências e Trabalhar com os 99%
15 de Fevereiro (Dom.) 16h, Sala Estúdio Valentim de Barros
Jardins do Bombarda – Centro Cultural e Comunitário
Entrada gratuita
Neste ciclo de conversas trimestrais, temos convidados(as) com diferentes olhares sobre o antigo Hospital Miguel Bombarda, juntando as áreas da cultura, património, urbanismo e participação em torno deste lugar que habitamos, e cujo projecto futuro de reconversão urbanística é ainda desconhecido da população.
Criamos uma narrativa pública e participada que liga o passado deste antigo hospital à experiência presente do centro cultural e comunitário, traçando linhas para o pensamento sobre o futuro urbanístico deste quarteirão que está devoluto desde 2011. Juntamos movimentos informais, instituições e profissionais num diálogo directo com a comunidade local e global que usufrui actualmente dos Jardins do Bombarda – Centro Cultural e Comunitário – como lugar de encontro, pensamento e acção.
O XXV Governo Constitucional anunciou que os terrenos do Hospital Miguel Bombarda foram colocados numa bolsa de imóveis que serão sujeitos a uma iniciativa de Parceria Público-Privada. Sendo certo que o território em apreço tem várias questões que exigem uma particular sensibilidade, desde o impacto ambiental ao interesse patrimonial, importa, desde já, discutir, como é que estas iniciativas podem ser feitas com as pessoas e instituições que habitam esses territórios e quais as suas capacidades para também fazerem parte deste processo de produção de habitação a custos acessíveis.
É neste contexto que sentimos que a 7.º edição destas conversas poderá debruçar-se sobre uma visão complementar e alternativa que são as Parcerias Público Comunitárias. Assim, teremos o valioso contributo de quem participou na elaboração desta legislação, António GIl Leitão (Ex Presidente do IRHU), o contributo sobre o papel e poder da Economia Social e Solidária como alternativa ao modelo vigente de desenvolvimento social e economico com Eduardo Graça (Presidente da Cooperativa António Sérgio para a Economia Social) e Sam Rosenzweig (Fundador e coordenador da Cooperativa Cohba, na Bélgica) com uma vasta experiência sobre modelos implementados, como o caso da Cohba, uma cooperativa que torna possível o desenvolvimento de habitação cooperativa, anti-especulativa e ecológica na Região de Bruxelas.
Chão de Meninos de Madalena Victorino // 22 de Fevereiro, 11h e 16h
Chão de Meninos
de Madalena Victorino
Dança
22 de Fevereiro (Dom.), 11h e 16h, Sala Estúdio Valentim de Barros
Jardins do Bombarda – Centro Cultural e Comunitário
Bilheteira online https://www.ticketline.pt/evento/chao-de-meninos-de-madalena-vitorino-101555
Este espectáculo partiu do desejo de uma avó que quis contar aos seus netos o que é o seu trabalho. O seu trabalho de coreógrafa. Eles vieram e fizeram-se co-criadores de uma ideia que não estava lá. Não existia. Todos, músicos, intérpretes, um cenógrafo e estas duas crianças fizeram este “Chão de Meninos” que é o nome de uma pequena terra no concelho de Sintra. Fala da neve que ri, de uma pequena fábula que se afoga no branco, de ursos que brincam e de um tapete-jardim que nasce de um naufrágio. O criador das coisas difíceis, uma criança valente e cheia de energia, empurrou o espectáculo para dentro de três estações novas: os animais, a neve e as flores; e a música inunda tudo. As crianças apoderam-se do chão para o invadir, movimentar e ocupar. Riem com este espectáculo de dança e música, uma manifestação das suas forças que irão chegar e crescer.
Ficha Técnica e Artística:
Criação: Madalena Victorino na companhia de Carolina Victorino e Vicente Victorino (crianças co-criadoras)
Co-criação artística: Pedro Salvador e Alexandre Moniz (música) Beatriz M. Dias e
Pedro Matias (dança) Ricardo Falcão (criação de objectos cenográficos e assistência
artística)
Produção executiva: Ricardo Falcão e Madalena Victorino
Produção: Lavrar o Mar – Cooperativa Cultural
A Lavrar o Mar é uma entidade apoiada pela República Portuguesa – Cultura, Juventude e
Desporto / Direção-Geral das Artes
Disciplina artística do espectáculo: Dança e Música
Duração: 60 min
Classificação etária: m/3 anos
Loucura, Arte e Saídas para a Desinstitucionalização Psiquiátrica // 25 de Fevereiro, 14h às 19h
Loucura, Arte e Saídas para a Desinstitucionalização Psiquiátrica
Encontro / Mesa Redonda
por Stefanie Gil Franco
25 de Fevereiro (Qua.), 14h às 19h, Sala Estúdio Valentim de Barros
Jardins do Bombarda – Centro Cultural e Comunitário
Entrada gratuita
O Encontro Loucura, Arte e Saídas para a Desinstitucionalização Psiquiátrica integra o programa complementar da Conferência DHI — (Re)Pensar o Desenvolvimento: Práticas, Diálogos e Memórias, que ocorrerá nos dias 26 e 27 de Fevereiro, na Universidade Católica Portuguesa. O Encontro propõe um espaço de reflexão crítica e interdisciplinar sobre as relações entre saúde mental, criação artística e políticas públicas, reunindo profissionais, investigadores, artistas e representantes de instituições e associações.
O encontro será estruturado em duas mesas temáticas. A primeira, Arte em Contexto Institucional, promoverá o diálogo entre monitoras de arte que atuam em instituições psiquiátricas em Portugal, com o objetivo de discutir metodologias desenvolvidas nos ateliês de arte e terapia ocupacional, práticas de organização, preservação e valorização de acervos, bem como questões éticas e legais relacionadas aos direitos de autor, propriedade intelectual, circulação e exposição das obras produzidas nesses contextos.
A segunda mesa, Psiquiatria Comunitária, Associativismo e Saídas para a Desinstitucionalização, abordará os desafios e possibilidades legislativas, políticas e práticas para o avanço da reforma psiquiátrica em Portugal. Serão discutidos projetos em curso, lacunas ainda existentes na rede de cuidados comunitários e o papel central das associações e iniciativas da sociedade civil na promoção da autonomia, da cidadania e da inclusão social das pessoas com experiência de sofrimento psíquico.
Entre as duas mesas, três artistas residentes do Estúdio de Arte do ISJD-Telhal apresentarão os seus trabalhos, contribuindo para deslocar o debate do campo teórico para o campo sensível da criação artística, evidenciando a potência estética e política da arte como ferramenta de expressão, emancipação e reinvenção de trajetórias de vida no contexto da saúde mental.
O Pior Professor do Mundo por LAMA Teatro // 28 de Fevereiro, 16h
O Pior Professor do Mundo
por LAMA Teatro
Teatro
28 de Fevereiro (Sáb.), 16h, Sala Estúdio Valentim de Barros
Jardins do Bombarda – Centro Cultural e Comunitário
Bilheteira online https://www.ticketline.pt/evento/o-pior-professor-do-mundolama-teatro-101563
O pior professor do mundo vem dar uma aula sobre Carolina Beatriz Ângelo, mas também vem ensinar a dobrar uma folha de papel. Este professor é excêntrico, aborrecido, apaixonado, severo e indisciplinado.
É metodicamente organizado e tem uma amiga que o acompanha sempre: chama-se Teresa.
Na verdade…prefere limpar as suas “coisinhas” do que leccionar. Acredita nas fichas de avaliação, nos testes e exames, mas crê que as cábulas são a melhor ferramenta para o sucesso escolar.
É de tal maneira imparcial e justo que trata todos os alunos da mesma forma e pelo mesmo nome: Gabi. Tanto ofende os alunos como lhes conta uma anedota. Tanto exige silêncio, com fala com uma planta. Tanto pratica uma rigidez militar como um movimento de anca da Beyoncé. Graças à sua personalidade complexa e múltipla salta de conteúdo em conteúdo, de peruca em peruca, de humor em humor. Já tocou a campainha, não te atrases, senão levas falta.
Ficha Técnica e Artística:
Ideia e encenação: João de Brito
Interpretação: João de Brito ou Manuela Pedroso
Texto: Diana Costa e Silva, Hugo Van der Ding e João de Brito
Figurino: José António Tenente
Cabelos e caracterização: Magali Santana
Assistência de encenação: Diana Costa e Silva
Fotografia e vídeo promocional: Filipe Ferreira
Gestão de projecto: Tiago da Câmara Pereira
Apoio à gestão: Lara Maia
Direção de produção e mediação: Rita Rosado
Produção executiva: Giulia Dal Piaz e Cristina Braga
Design: Raquel Fradique
Comunicação: Joana Botelho Enes
Co-produção: LAMA Teatro, Cineteatro Louletano e Centro Cultural de Lagos
Apoio institucional: Município de Faro
Apoio: República Portuguesa – Cultura | DGARTES – Direção – Geral das Artes
Outros apoios: Pastilhas Gorila
Duração: 40 min. seguido de conversa com o público
Ideal para 2º e 3º ciclo, recomendado para M/10
Penelopíada por A ALGURES // 6 e 7 de Março, 21h, e 8 de Março, 16h
Penelopíada
A ALGURES
Teatro
6 e 7 de Março (Sex. e Sáb.), 21h, e 8 de Março (Dom.), 16h, Sala Estúdio Valentim de Barros
Jardins do Bombarda – Centro Cultural e Comunitário
Bilheteira online https://www.ticketline.pt/evento/penelopiada-a-algures-101571
Chega até nós a escrita dos homens mas, para quem sabe abrir as malhas, chega-nos a inscrição das mulheres. A PENELOPÍADA é uma obra que se tece e destece continuamente, percorrendo grandes mitos mas desta vez são contados por animais, ilhas, fios, pedras, a partir de uma relação sensível com as coisas. As mãos de Penélope vão trabalhando as histórias e, como o seu manto, sabemos que nenhuma história pode ser verdadeiramente acabada.
Ficha Técnica e Artística:
Direcção: Ana Cristina Colla
Concepção, criação e interpretação: Susana Cecílio
Texto: Matilde Real
Cenografia e desenho de luz: Eduardo Brasil
Figurino: Elisa Rossin e Sonia Sousa
Criação musical: Malena Rampi
Desenhos: Renata Bueno
Produção: Ana Pinto
Fotografias e vídeos: Beth Freitas
Desing: Susana Malhão
Estudos cénicos para a criação: Catarina Caetano (canto V – Jogos de cintura), Eduardo Brasil (canto II – Línguas de Circe), Joana Egipto (canto IV – As armas de Baubo), Malena Rampi (canto III – O cuidado das anónimas) e Susana Cecílio (canto I – Teia de relações)
Comunicação: Eduardo Hall e Poliana Tuchia
Captação e gravação áudio: Luciano Assumpção e Malena Rampi
Vozes off: Ana Cristina Colla, Catarina Caetano, Claudia Andrade, Karen Debértolis, Rosa Souto Armas e Susana Cecílio.
Este espectáculo teve uma investigação prévia que resultou num espectáculo denominado “Penélope, Helena e outras mulheres”
Apoios: Alma d’Arame, Câmara Municipal de Montemor-o-Novo, Ennes Business Center, IBERESCENA, Junta de Freguesia do Lumiar, LUME Teatro, Projecto Ruínas, República Portuguesa – Cultura | DGArtes – Direção Geral das Artes, Teatro Barracão.
Co-produção em residência: O Espaço do Tempo
Parceiros de comunicação: GERADOR, Coffeepaste
Parceria: Largo Residências
Terceiros Lugares: Espaços híbridos para uma cultura do comum // 13 e 14 de Março
Terceiros Lugares: Espaços híbridos para uma cultura do comum
Largo Residências
Conferência – Encontro de práticas, reflexão e acção colectiva
13 e 14 Março (Sex. e Sáb.) Sala Estúdio Valentim de Barros
Jardins do Bombarda – Centro Cultural e Comunitário
Entrada gratuita
Em dois dias de debate, workshops e convívio, o evento confronta os desafios dos terceiros lugares, espaços comuns criados por iniciativas de base local. Estes lugares cruzam práticas ligadas à arte, à educação, à agroecologia ou à alimentação, partilham recursos e reúnem diferentes comunidades. São lugares de vida, onde o território é pensado e construído colectivamente.
Projetar e sustentar espaços como estes levanta inúmeras questões, que ainda variam conforme o contexto – seja numa cabana à beira-mar, num baldio, numa estação de comboios ou num antigo hospital. Do Norte ao Sul do país, juntamos participantes e pessoas interessadas pelo movimento para conhecer os projectos existentes e em construção, trocar experiências e abrir perspectivas comuns.
Ficha Técnica e Artística:
Promotor: Largo Residências
Coordenação e investigação: Hélène Veiga Gomes
Direcção geral: Marta Silva
Investigação: Kino Sousa
Convidados: Guida Marques, Hugo Cruz, Luís Ferreira e Marta Cabral
Imagem: Ivo Rodrigues
Filodemo de Pedro Penim TNDMII // 27 de Março a 18 de Abril
Filodemo
de Luís de Camões
Encenação Pedro Penim
TNDMII – Teatro Nacional D. Maria II
27 de Março a 18 de Abril , qua – qui, 20h ∙ sex, 21h ∙ sáb, 19h ∙ dom, 16h
Sala Estúdio Valentim de Barros
Jardins do Bombarda – Centro Cultural e Comunitário
Bilheteira online https://tndm.bol.pt/Comprar/Bilhetes/168421-filodemo-sala_est_valentim_barros/
“Filodemo” é uma das raras incursões de Luís de Camões no teatro. Escrita provavelmente na juventude do autor, é uma comédia pastoril situada num mundo rural idealizado, habitado por pastores e ninfas que vivem amores ingénuos, feitos de enganos e revelações. O seu universo é tudo menos atual, um retrato distante, quase anacrónico, das convenções e dos modos de amar de outro tempo. Mas é precisamente nessa distância que se abre um espaço fértil para a invenção: olhar de novo para o que nos é estranho para compreender o que em nós permanece igual. Pedro Penim parte dessa dissonância temporal para propor uma encenação que confronta a inocência do texto com as urgências do presente. Num tempo em que certos discursos procuram cristalizar o passado e transformá-lo em instrumento de exclusão, o diálogo com os clássicos torna-se um gesto de resistência. Reencenar Filodemo é, assim, mais do que celebrar o génio de Camões: é afirmar que o teatro continua a ser um lugar de disputa simbólica, de reapropriação e de liberdade. Entre a poesia e o jogo cénico, Filodemo celebra o reencontro entre a palavra de Camões e o palco contemporâneo, um diálogo entre a distância e a presença, entre o passado que nos funda e o presente que o reinscreve.
Ficha Técnica Artística:
de Luís de Camões
Encenação: Pedro Penim
Interpretação: Ana Coimbra, Ana Tang, Bernardo de Lacerda, Guilherme Arabolaza,
João Grosso, José Neves, June João, Mariana Magalhães, Stela e Vítor Silva Costa
Figurinos: Aldina Jesus
Desenho de luz: Daniel Varela
Desenho de som: Margarida Pinto
Sonoplastia: João Neves e Rui Dâmaso
Vídeo: André Carrilho
Assistência de encenação: Joana Brito Silva
Produção Teatro Nacional D. Maria II
M/12
No âmbito das comemorações dos 500 anos de Luís de Camões
Mind Design por Ufonic // 22 a 24 de Abril, 18h30
Mind Design
Música
por Ufonic
22 a 24 de Abril, 18h às 21h
Sala Estúdio Valentim de Barros
Jardins do Bombarda – Centro Cultural e Comunitário
Bilheteira online https://www.ticketline.pt/evento/mind-design-ufonic-102484
Ufonic apresenta o ciclo Mind Design. Entre 22 e 24 de abril, a Sala Estúdio Valentim de Barros nos Jardins do Bombarda em Lisboa, torna-se o palco de três dias de exploração musical e performativa.
A sala deve o seu nome a Valentim de Barros, bailarino português que passou quase 50 anos internado no hospital psiquiátrico Miguel Bombarda. É a ele que o ciclo e o próprio espaço prestam homenagem.
É neste contexto que Mind Design reúne um leque de artistas de todo o universo experimental. A programação conta com a estreia nacional do concerto audiovisual Sphaîra, de Sara Persico e Mika Oki, uma residência colaborativa entre Mel Keane e Joana de Sá, o percussionista sinfónico Lino Capra Vaccina, figura incontornável do minimalismo italiano, a apresentação de MOUTH de Violeta Azevedo e Borja Caro, o concerto audiovisual Calor Caluda, de Pedro Alves Sousa, um projeto de residência dedicado ao som e ao movimento com Alliyah Enyo, Jem Shearer e Viktoria Szaboova, e ainda uma intervenção
Alinhamento:
22 de Abril:
19h00: Mel Keane & Joana de Sá
20h00: Lino Capra Vaccina
23 de Abril:
19h00: Violeta Azevedo & Borja Caro :: MOUTH
20h00: Sara Persico & Mika Oki :: Sphaîra
24 de Abril:
19h00: Perdo Alves Sousa :: Calor Caluda
20h00: GMDT
20h30: Alliyah Enyo, Jem Shearer & Viktoria Szaboova :: UNTO DUST SHALT DEATH RETURN
Das Duas Uma de Catarina Requeijo // 26 de Abril, 16h
Das Duas Uma
Poesia encenada
com Ana Mendes Garcia, Ana Primavera, Maria do Mar Neto, Maria Lemos Costa e Rute Rocha Ferreira
por A PALAVRA
26 de Abril, 16h
Sala Estúdio Valentim de Barros
Jardins do Bombarda – Centro Cultural e Comunitário
Bilheteira online disponível brevemente
Contemplamos uma realidade que nos assusta. Que nos apavora. Não concebemos, nem compactuamos em manter o silêncio. A partir de uma linha crua e sincera, questionamos: Até quando?
O projecto “Das Duas Uma” surge da união das cinco finalistas da 5ª edição do concurso Voz – O Poder da Palavra. Percebemos que tínhamos muito mais por dizer e muito mais por escrever. Que o poder da nossa palavra não poderia terminar por ali. Decidimos criar um diálogo. É um convite honesto para se iniciar a conversa e questionar o que necessita de ser questionado e posto em causa. Também é um desabafo sentido de amanhãs que não chegam e de situações que não podem ser perdoadas, muito menos esquecidas. Somos uma vontade de mudança e transformação. Defendemos o respeito, a igualdade e a justiça social a partir da arte. É uma partilha entre amigas que se vêem de mãos atadas, mas que a liberdade que lhes prometeram ainda lhes concede uma coisa: a palavra.
Ficha Técnica e Artística:
Apoio à encenação e Apoio à dramaturgia: Maria Caetano Vilalobos
Encenação, interpretação e dramaturgia: Ana Mendes Garcia, Ana Primavera, Maria do Mar Neto, Maria Lemos Costa e Rute Rocha Ferreira
Entidade promotora: Associação A Palavra
O Cicómero de O Fim do Teatro // 1 e 2 de Maio, 21h e 3 de Maio, 16h
O Cicómero
Teatro
Projecto Colectivo O Fim do Teatro (Alice Marcelino, Braúlio Bandeira, Catarina Matos, Iza da Costa, Miguel Ponte, Pedro Barbeitos, Pedro Saavedra, Sara Ferrada)
1 e 2 de Maio (Sex. e Sáb), 21h e 3 Maio (Dom.), 16h
Sala Estúdio Valentim de Barros
Jardins do Bombarda – Centro Cultural e Comunitário
Bilheteira online disponível brevemente
Sessenta e três anos depois de ser proibida a importação de escravos para a metrópole, numa velha propriedade no meio do Alentejo, uma família de descendentes de escravos libertados fez sua a casa dos seus antigos donos. Num dia cinzento, aparece à porta uma rapariga que se irá revelar a viúva de Rómulo Bensaude, que fugida das colónias do Brasil ali vem procurar refúgio e nova vida. Uma história de libertação colectiva mas também da prisão individual em que a jovem Cândida vive com o seu passado colonial. Começa assim uma luta entre o passado e o presente para perceber a quem pertence, de facto, a propriedade d’ O Cicómero
Ficha Técnica e Artística:
Texto: Pedro Saavedra
Consultoria histórica: Isabel Castro Henriques
Co-autoria e interpretação: Catarina Matos, Iza da Costa, Miguel Ponte, Pedro Barbeitos, Pedro Saavedra e Sara Ferrada
Co-autoria e Voz: Alice Marcelino
Cenografia: Luís Santos
Assistência de cenografia Luís Monteiro Costa
Confecção de Adereços: FEITOàMão
Carpintaria: Abel Fernando
Figurinos: Chissangue Afonso
Confecção de figurinos: Chissangue Afonso e Sandra Guerreiro
Desenho de luz: Paulo Sabino
Apoio técnico e operação de luz e som: Janaina Gonçalves
Fotografia: Andreia Mayer
Ilustração: Rui Guerra
Co-autoria e banda sonora original: Bráulio Bandeira
Gestão de projecto e design: Sónia Rodrigues
Direcção de produção: Fátima Santos Filipe
Apoio à produção: Luísa Silva
Agradecimentos: Luís Monteiro e Natividade Monteiro
O FIM DO TEATRO, OF.DT 8.ª Criação
Financiamento: Câmara Municipal de Lisboa, República Portuguesa – Cultura, Juventude e Desporto / Direção-Geral das Artes e Fundação GDA
Apoio à Criação em Residência: teatromosca / Festival MUSCARIUM
Apoios e Parcerias: GCI Media e Largo Residências
Media Partner: Radar 97.8 fm
Até ao Fim do Mundo de Fernando Mota // 16 e 17 de Maio (ante-estreia)
Até ao Fim do Mundo
de Fernando Mota
FIMFA Lx26 – Festival Internacional de Marionetas e Formas Animadas
16 e 17 de Maio (ante-estreia)
Sala Estúdio Valentim de Barros
Jardins do Bombarda – Centro Cultural e Comunitário
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TOSHiiB4 de Luísa Guerra // 27 a 31 de Maio
TOSHiiB4
de Luísa Guerra
TNDMII – Teatro Nacional D. Maria II
27 a 31 de Maio,
Sala Estúdio Valentim de Barros
Jardins do Bombarda – Centro Cultural e Comunitário
Bilheteira online https://www.bol.pt/Comprar/Bilhetes/168423-cabe_mais_um_boca_aberta_ourem-sala_estudio_valentim_de_barros_teatro_n_d_maria_ii/Sessoes
“TOSHiiB4”, uma criação entre a não-ficção e a fantasia, propõe uma revisão empírica da sexualidade na era digital. Acontece num quarto oversized — incluindo o público nesta pijama party — onde a criadora e duas amigas exploram um espaço de auto-determinação sexual dentro de um computador.
O espectáculo reflete sobre a infância e a adolescência — a de quem teve um computador só para si — e sobre a obscuridade de narrativas omissas na educação sexual convencional.
“TOSHiiB4” convoca três amigas em superação de trauma sexual, identitário e tecnológico, gerindo, com delicadeza, o público e o privado, e abrindo-se a um público intergeracional — aqui desafiado nas suas crenças e não no seu pudor.
TOSHiiB4 foi o projecto vencedor da 8.ª edição da Bolsa Amélia Rey Colaço.
Ficha Técnica e Artística:
Criação: Luísa Guerra
Cocriação: Joana Mont’Alverne, Mafalda Banquart
Interpretação: Luísa Guerra, Joana Mont’Alverne, Mafalda Banquart
Cenografia e figurinos: Bruno José Silva
Desenho de luz: Sara Nogueira
Sonoplastia: Tiago Araújo
Apoio à criação e vídeo: Beatriz Diniz
Olhar externo: Stela Costa
Produção executiva: Marta Lima / Agente A Norte
Co-produção: Teatro Nacional D. Maria II, A Oficina / Centro Cultural Vila Flor, O
Espaço do Tempo e Teatro Viriato
A classificar pela CCE
Iniciativa do Teatro Nacional D. Maria II, A Oficina / Centro Cultural Vila Flor, O
Espaço do Tempo, Teatro Viriato.
Não se pode! Não se pode! de Catarina Requeijo // 4, 6, 7, 20 e 21 de Junho
Não se pode! Não se pode!
Textos de Inês Fonseca Santos e Maria João Cruz
Encenação de Catarina Requeijo
TNDMII – Teatro Nacional D. Maria II
4, 6, 7, 20 e 21 de Junho
Sala Estúdio Valentim de Barros
Jardins do Bombarda – Centro Cultural e Comunitário
Bilheteira online https://www.bol.pt/Comprar/Bilhetes/168427-nao_se_pode_nao_se_pode_boca_aberta-sala_estudio_valentim_de_barros_teatro_n_d_maria_ii/Sessoes
Dois cães de guarda passam o dia a patrulhar um quintal, de um muro para o outro, cauda apontada e nariz para o ar. Ali há regras muito importantes para cumprir. Tudo tem horas certas, até a pausa para coçar a orelha. E turnos fixos: quando um dorme, o outro tem de ficar acordado. Com tanto rigor, não há intruso que apareça. Mas, então… o que faz um gato vadio junto ao portão? Ali não pode ficar! E porque é que quer fazer tudo de maneira diferente? Não se pode! Não se pode! As regras têm de ser cumpridas! Ou, se calhar, basta alterá-las um bocadinho…
Em 2025, estruturas artísticas de Lagos, Ourém e Ponte de Lima são convocadas a participar na criação de dois novos espectáculos Boca Aberta, a partir de um mesmo tema, que serão apresentados nos concelhos parceiros do projecto.
Ficha Técnica e Artística:
Textos: Inês Fonseca Santos e Maria João Cruz
Encenação: Catarina Requeijo
Interpretação: Mário Alberto Pereira, Marta Garcia Cruz, Sofia Pereira
Cenografia: Carla Martínez
Figurinos: Aldina Jesus
Sonoplastia: Sérgio Delgado
Assistência de encenação: Luís Godinho e Manuela Pedroso
Produção / Mediação: Rita Silva
Produção: Teatro Nacional D. Maria II
M/3
Uma iniciativa do Teatro Nacional D. Maria II e da Fundação “la Caixa”, em colaboração com o BPI, e em parceria com o Plano Nacional das Artes e o Município de Ponte de Lima.
Aniversário Jardins do Bombarda // 11 a 14 de Junho
Aniversário Jardins do Bombarda
por Residentes do Jardins do Bombarda
11 a 14 de Junho
Sala Estúdio Valentim de Barros
Jardins do Bombarda – Centro Cultural e Comunitário
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Sustained Tones de Tiago Sousa // 27 de Junho, 21h
Sustained Tones
de Tiago Sousa
Música
27 de Junho (Sáb.), 21h
Sala Estúdio Valentim de Barros
Jardins do Bombarda – Centro Cultural e Comunitário
Bilheteira online brevemente disponível
Tiago Sousa, pianista, organista e compositor auto-didacta, a construir um percurso musical marcadamente minimalista e contemporâneo em discos como “A Thousand Strings” (Discrepant), “Ripples on the Surface” (Holuzam), “Insónia” (Humming Conch) ou “Organic Music Tapes” (Sucata Tapes).
Depois da série “Organic Music Tapes”, uma nova série de edições será iniciada em Janeiro de 2026. O primeiro volume da série “Sustained Tones” é um álbum que reúne seis composições de motivação eminentemente sónica para piano, órgão eléctrico e taped loops. Massa sonora e reverberante, em movimento contínuo de inspiração lenta e tempo suspenso. Música sustentada na quietude que se estende em harmonias crepusculares e melodias cíclicas.
2026 marca também o momento da celebração de 20 anos desde o lançamento da primeira edição em nome próprio: “Crepúsculo” (Merzbau). Para assinalar a ocasião, Tiago irá apresentar as suas composições com uma série de concertos pelo país.
Ficha Técnica e Artística:
Piano eléctrico, órgão eléctrico e taped loops: Tiago Sousa
Pode uma Sala de Espectáculos ser uma casa da cidade?
Em 2025 celebrámos a abertura de uma nova sala de espectáculos em Lisboa: a Sala Estúdio Valentim de Barros. Após um ano de parceria estratégica com o Teatro Nacional D. Maria II, que aqui trouxe a sua programação, abrimos o ano de 2026 com o início da gestão desta sala pela Largo Residências na relação com todo o ecossistema interno e externo aos Jardins do Bombarda – Centro Cultural e Comunitário.
Há uma metáfora que atravessa a proposta de programação: o Teatro como Casa. Casa Comum e Casa Partilhada. Há 15 anos atrás, a Largo Residências dedicava-se, prioritariamente, à programação em espaço público, enquanto lugar mais democrático e acessível, próximo da população. Numa altura em que ainda não estava na ordem do dia a ideia de “direitos culturais”, esta era a estratégia metodológica e conceptual que corporizava a nossa missão.
Assistimos, felizmente, desde aí, a uma consciencialização cada vez mais global sobre o papel que as instituições e equipamentos culturais tinham na democracia cultural. Mas também assistimos, infelizmente, ao encerramento, venda ou privatização de muitos equipamentos culturais. Mais uma vez, em contracorrente, a nossa cooperativa, mesmo perdendo recorrentemente o acesso ao espaço público, dá os braços à comunidade, às organizações do terceiro sector e às instituições estatais, para criar sentidos públicos dentro de portas. Aquilo que não poderíamos sequer imaginar, acontece. Reabilitámos e demos uma nova vida a uma Sala, com telhado em forma de Casa, que pode e deve ser partilhada com outros. É também pelo respeito e gratidão por aqueles que nos ajudaram a construir um percurso artístico desde o início, que agora convidamos alguns dos criadores que levaram connosco a arte à rua e às casas das pessoas. É assim, com imenso orgulho, que lhes abrimos as portas de um Teatro-Casa.
Mantendo a natureza globalizante e agregadora que caracteriza o projecto do Jardins do Bombarda, a programação da Sala Estúdio Valentim de Barros é também o reflexo dessa missão, onde coexiste a programação da Largo com a programação de alguns dos projectos residentes ligados às artes performativas. Continuamos a parceria regular com o TNDM II que, mesmo em ano de abertura do seu teatro, mantém, pontualmente, parte da sua programação nesta casa de cultura da cidade. Tendo ainda como missão a criação de condições de apresentação para o sector cultural em geral, teremos o acolhimento de criações de vários artistas e estruturas que se candidataram pelo processo de call permanente, e cuja selecção foi produto do trabalho curatorial colectivo do grupo de programação do colectivo de residentes do Jardins do Bombarda. Com este grupo, pretendemos desenvolver um pensamento colectivo e partilhado do acto de programar, que tem por base um manifesto de princípios e valores que se sobrepõe ao ideal de escolhas estéticas de figura tradicional.
Iniciamos o ano tornando pública a programação do primeiro semestre de 2026 e, em Maio, anunciaremos a programação da segunda metade do ano.
Voltar a Casa
O ano abre a 24 de Janeiro com Edgar Valente e o concerto “Ignorante”, uma performance a solo que explora a identidade e o poder. Em Fevereiro, a coreógrafa Madalena Victorino apresenta “Chão de Meninos”, uma experiência imersiva e sensorial desenhada para o público infantil (3 a 6 anos), mas aberta a todas as idades.
Parceria Estratégica com o TNDM II
O Teatro Nacional mantém-se como parceiro fundamental com quatro propostas de relevo:
– Filodemo é uma criação de Pedro Penim que coloca Camões em diálogo com o palco contemporâneo (Março).
– TOSHiiB4, de Luísa Guerra, é o projecto vencedor da Bolsa Amélia Rey Colaço, sobre sexualidade na era digital.
– Boca Aberta traz-nos o teatro para a infância, de Catarina Requeijo, com as peças “Cabe mais um?” e “Não se pode! Não se pode!”.
Criações Residentes
O colectivo dos Jardins do Bombarda marca presença com projectos da Sonora (duos de David Maranha & Rodrigo Amado e Joy Bangs, em Fevereiro). A companhia O Fim do Teatro apresenta “Cicómero”, uma peça sobre herança e território sob encenação de Pedro Saavedra.
Destaque ainda para o ciclo “Mind Design”, desafio lançado ao parceiro Ufonic (22 a 24 de Abril), que sob o tema “O Corpo Insubmisso” convida músicos nacionais e internacionais a celebrar a liberdade e a memória de Valentim de Barros através do som.
Acolhimentos
A Sala Estúdio abre-se também a artistas independentes como Rafael Alvarez, Mariana Tengner Barros, João de Brito, Susana Cecílio, Fernando Mota e Tiago Sousa, garantindo uma oferta diversa que vai da dança contemporânea, ao teatro e à música exploratória.
Sobre Valentim De Barros
Valentim de Barros foi um bailarino português , o primeiro a internacionalizar-se, que passou mais de quatro décadas internado no Hospital Miguel Bombarda. Foi um dos vários casos sujeitos a lobotomia, que visava acalmar e mudar a sua personalidade, com a intenção de curar a sua homessexualidade. Não foi reconhecido como artista e viveu aprisionado neste antigo hospital psiquiátrico até morrer esquecido, no mesmo dia em que saiu com alta, considerado “melhorado”. É no telheiro-armazém onde ainda conseguiu participar nas festas de Natal – onde representava, dançava, pintava, escrevia e declamava poesia – que surge esta Sala Estúdio com o seu nome.
Bilheteira
BILHETEIRA e LOJA DE ARTE
HORÁRIO DE FUNCIONAMENTO
Quarta-feira a Sábado das 12h às 14h e das 15h às 22h
Terça-feira e Domingo das 12h às 14h e das 15h às 20h
Encerra à Segunda-feira
CONTACTOS
(+351) 926235355
PREÇÁRIO GERAL
Bilhete : 12€
Descontos:
30% estudante; profissional de espectáculo; menores de 30 anos; maiores de 65 anos; pessoas com mobilidade condicionada deficiência, surdas ou neurodivergentes;
preço fixo de 5€ para menores de 18 anos
bilhete gratuito para acompanhante de pessoas com mobilidade condicionada, deficiência, surdas ou neurodivergentes
INFORMAÇÕES
Não é permitida a entrada na Sala após o início dos espetáculos.
Dentro da Sala, é proibido fumar, comer ou beber, bem como efetuar qualquer registo de som ou de imagem.
Os espetáculos são sem lugar marcado e a entrada faz-se por ordem de chegada.
As portas abrem 30 minutos antes da hora do espetáculo.
Os bilhetes para a Sala Estúdio Valentim de Barros estão à venda em ticketline.pt e postos de venda aderentes, assim como na Loja de Arte do Jardins do Bombarda. Os bilhetes adquiridos online e nos postos aderentes Ticketline não poderão ser reembolsados na bilheteira do Jardins do Bombarda, devendo ser contactado o respectivo vendedor.




