“Então, isto aqui agora é o quê?”

A pergunta fica no ar – como tantas vezes acontece à entrada do Jardim do Bombarda. Nem sempre é possível responder a cada pessoa, mas também não queremos deixá-la em suspenso. “Paisagens Sonoras” nasce desse impulso: abrir o espaço através da escuta, permitindo que o próprio jardim se revele.
Hoje, este espaço é um centro cultural e comunitário. Antes, foi um hospital psiquiátrico, colégio militar ou quinta. No futuro, outra coisa ainda por inventar.
Criámos três núcleos de escuta – três paisagens onde o tempo se abre em sobreposição: Passado, Presente e Futuro. Lugares de diferentes tempos, espaços e dimensões, onde aquilo que foi, o que é e o que pode vir a ser coexistem e se transformam.
São linguagens que se cruzam nestes pontos entre o documental e o artístico a partir de testemunhos, depoimentos e conversas com pessoas chave, residentes e parceiros do Jardins do Bombarda.
Para aprofundar esta experiência, foram criadas duas obras sonoras site-specific, compostas em três tempos e pensadas para os três núcleos de escuta:
“Ritmos”, de César Rodrigues, e “Petricor”, de Hugo Santos e Giulia Gallina.

Este é um convite. Podes entrar, parar, voltar atrás. Podes fechar os olhos, deitar-te por momentos, respirar o ar das plantas escondidas e deixar que novas paisagens sonoras mergulhem em ti. “Paisagens Sonoras” é um gesto de escuta e de cuidado. Um modo de habitar o espaço como quem escuta um lugar antigo – sabendo que cada lugar tem uma história para contar e um futuro à espera de ser imaginado.

Cruzam-se ideias, vozes e desejos — de quem conhece o lugar e de quem o descobre

São viagens que podes fazer de seguida, com pausas, regressos e repetições.

Parceiro institucional (900 x 100 px) (2)