Residência Aberta - A diáspora ontológica e a "pedagogia de Exu"

Imagem Moké
Concerto
Música
Conversa
Yoka Kongo!
Sexta, Abril 30, 2021 - 18:30

A banda Yoka Kongo!, colectivo artístico das musicalidades centro-africanas, está em residência no LARGO. É nesse contexto que participam nesta Residência Aberta que consiste num momento de conversa e de ensaio musical. 

Residência Aberta: Yoka Kongo!
18h30 - Voices of Iberia in the Black Europe IV :: conversa com Ana Stela Cunha e Bàbá Pedro de Lògún
19h30 - Ensaio musical aberto: Coro Tokoista (1.ª parte) + Yoka Kongo! (2.ª parte)
Reservas: producao@largoresidencias.com


CONVERSA

O projecto VIBE – Voices of Iberia in Black Europe convida-nos a conhecer a banda YOKA KONGO! e a trajetória musical centro-africana através de diálogos musicais no/do universo "ibérico" para além da geografia. 

A diáspora ontológica e a "pedagogia de Exu"
Vamos conversar sobre a possibilidade de se estar no mundo a partir de outras filosofias que não as ocidentais brancas. As entidades (nkisi, orixá, força da natureza) Nkuyo, Exú, Elegba, Légua Boni Buá no oeste africano, na África Central e Brasil e Cuba.
A diáspora ontológica e a pedagogia de Exu: como reconstruir espaços sufocados pelas epistemologias ocidentais em Cuba, no Brasil e na Ibéria. Terreiros e musicalidades em Portugal e Espanha.

Bàbá Pedro de Lògún
Bàbáloòrìṣà, iniciado em Candomblé de Nação Ketu há 16 anos, é bacharel em Administração de Empresas e especialista em Marketing Digital, Produtor Cultural, Jornalista de profissão e pesquisador das Religiões de Matriz Africana.

VIBE – Voices of Iberia in Black Europe
Este projecto musical situa o espaço ibérico, África Central e as Américas num mesmo complexo cultural em torno do Atlântico, conectando histórias, legados artísticos, ontológicos e filosóficos, discutindo questões raciais e suas interseccionalidades no discurso e na produção artística. Teremos 5 encontros para conversar e ouvir músicas e suas relações com a cidade.

Próximas conversas

"Langas", o pós colonialismo e as produções musicais
data a definir
Langas, o pós colonialismo e as produções musicais. O kuduru, o funk e o reggaeton.
Partilhas e engodos: afetação dos povos e suas musicalidades a partir das divisões engendradas pelos colonizadores. A resposta das musicalidades de “gueto”.


ENSAIO MUSICAL

Neste ensaio aberto teremos também a presença do coro da Igreja Tokoísta de Portugal (cuja origem está no reino do Kongo) e sua importante contribuição para toda a diáspora (Cuba e Brasil).

Coro Tokoísta

A Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo no Mundo (Igreja Tokoista) é hoje a maior igreja de Angola. Nasce a partir das visões do Profeta Simão Gonçalves Toko (Mayamona) natural de Makela do Zombo, Angola. Ele inicia-se na vida religiosa através das missões baptistas locais (através do coro musical da igreja), migra para o Congo e começa a ser duramente perseguido porque as suas palavras eram de igualdade num momento em que o colonialismo estava em acção. Foi fortemente perseguido pela PIDE, que já conhece um movimento semelhante no Congo através da figura do Papá Simão Kimbangu, libertador. Foi exilado durante mais de 11 anos nos Açores. Veio a falecer em 1984, já com milhares de seguidores. Actualmente a igreja tokoista esta presente em toda a Europa e Brasil.

YOKA KONGO!

A banda YOKA KONGO! – “Ouve o Kongo”, em lingala – é formada por investigadores, músicos e artistas com um interesse comum na África Central e na sua presença na diáspora, focando-se principalmente nas músicas de cujo DNA fazem parte sons centro-africanos.

Imigrantes da República Democrática do Congo (antigo Zaire) e de Angola – e também da Guiné-Bissau, Brasil e de outros espaços onde a influência centro-africana seja latente, como Portugal – residentes em Lisboa, fazem parte (permanente ou temporária) deste “diálogo híbrido”.

Refazendo sons tradicionais do Congo/Angola, estudando e pensando na contemporaneidade musical dessa zona bem como nas heranças deixadas pela diáspora na América e na Europa, com pesquisas musicais no tripé Cuba–Brasil–Portugal, juntaram-se artistas de origens não exclusivamente bacongas, tornando esta banda singular.

Com criações próprias mas também fazendo uma releitura de produções colectivas de domínio popular, ou interpretando alguns temas incontornáveis, YOKA KONGO! apresenta um repertório em que as musicalidades centro-africanas são centrais, atestando a sua importância na formação do actual panorama musical europeu. As formas como os circuitos culturais são integrados no pensamento sobre as cidades e sobre os espaços públicos, e o papel das imigrações centro-africanas e a sua produção artístico-cultural em Lisboa, são outros dos interesses do colectivo. 

Ana Stela Cunha, Chana Mbongo, Denzu Wonstorm,  Jorge Mendonça Oliveira, José “Zeca Canango” Carlos Lopes, Landu Matondo Yanick, Rafael Burguete, Tiago Paiva, Udi Fagundes, Udi Fagundes, Zeferino Alfredo Rif Boos e Osvaldo Pegudo.

http://www.largoresidencias.com/projectos/yoka-kongo 


Apoios

Câmara Municipal de Lisboa - RAAML (Regulamento de Atribuição de Apoios pelo Município de Lisboa)
Junta de Freguesia de Arroios 

 

Nota
A programação pode ser alterada e adaptada de acordo com as actualizações das normas da Direção Geral de Saúde.

Parcerias