Falsas Polaroids

Falsas Polaroids - Max Provenzano
Artes Plásticas
Fotografia
MAx Provenzano
Sexta, Outubro 8, 2021 - 12:30 to Domingo, Outubro 31, 2021 - 23:45

Exposição de Fotografia
Inauguração 8 Out. 19h
8 a 31 Out. 
entrada gratuita
Largo Café Estúdio, Largo do Intendente 17

 

As fotografias tiradas por máquinas Polaroid oferecem a possibilidade de produzir uma gravação instantânea com determinadas características como:
- Formato Quadrado;
- Tons;
- Reacção de Emulsão

No que à produção de imagem diz respeito, o facto de se poder revelar uma foto em segundos era o mais próximo do digital que tínhamos no passado, face aos dias de hoje. Hoje em dia, a obtenção de uma imagem em tempo real revolucionou a forma como vemos o mundo, oferecendo diferentes formas de comunicação por imagens técnicas, devido ao amplo acesso a diferentes suportes fotográficos desde as câmaras profissionais (e também mais complexas), às câmeras mais simples, como por exemplo dos smartphones.

Quando falamos de uma Polaroid, existe sempre um carácter implícito ligado à fotografia instantânea. Na realidade é possível encontrar mecanismos que permitem a produção de imagens neste meio, deitando por terra que as fotografias da Polaroid seriam fruto de um simples “click”.

“Falsas Polaroids” é a mais recente exposição do artista MAx Provenzano, oferecendo uma mostra de seu acervo através de fotografias e composições em Polaroids.

Na sua pesquisa, o artista trabalha as relações entre seu corpo e os diferentes objectos que encontra no seu caminho, produzindo imagens que combinam o contexto e a sua vida pessoal, sempre com a preocupação no que diz respeito aos mecanismos de circulação e formulação de arquivos nos media digitais.

Imagens de acções para a câmera e performances são, nesta ocasião, transferidas para o formato Polaroid. São combinadas com objectos ou apresentadas como fotografias, estabelecendo tensões sobre a origem técnica dessas imagens.

São fotografias inicialmente concebidas como polaroides, ou é uma possibilidade oferecida pelas tecnologias de recriação de imagens em formatos clássicos que irão criar falsas expectativas sobre este meio em específico? É necessário que o artista trabalhe processos que envolvam os elementos tradicionais como o canal de activação da memória; e da sua nostalgia, ressignificá-los na contemporaneidade.


Biografia

MAx Provenzano nasceu em Caracas-Venezuela em 1986. Estudou Química e formou-se em 2011. É um artista que tem vindo a estudar sobre os processos efêmeros da matéria e o seu corpo como material, abordando as suas formas de trabalho a partir de formulações estéticas experimentais.

Em 2017, emigrou da Venezuela para o México com o projecto performático em andamento denominado “(IM)PORTAR”, que foi um trabalho independente e colaborativo com um artista e curador mexicano. Desde então, a sua obra vem sendo influenciada pelo contexto migratório em que vive actualmente.

O seu trabalho é uma aproximação íntima de sua vida, baseada na relação entre corpo, objeto e ambiente. Faz com que se interesse - ou submerja - a partir da deriva, do situacionismo e da dispersão, acumulando uma série de dados e informações em imagens, gráficos, textos e materiais para arquivo, estudo e observação. Posteriormente, a partir de abordagens bidimensionais (desenho, fotografia, pintura, digitalização de imagens, mistas) ou vídeos e instalações, sobre o próprio corpo. Max emoldura ou delimita diferentes processos, materiais químicos ou físicos, isto tudo para a circulação de registos e imagens para várias plataformas. Os objectos são encontrados, ou adquiridos, a partir de eventos pessoais que vai registar para construir um caminho, sem fim ou um propósito planeado.

Estudou no Laboratório de Fotografia da Faculdade de Ciências da UCV (2008) e na Organização Nelson Garrido (2013). Tem quatro exposições individuais na Venezuela: “[inflexiones]” (2014), “El Tercer Mundo” (2015), “READYMAx” e “Elucidaciones” (2017). Em 2019 foi seleccionado para Artist In Residence-June 2019 na Agder Kunstsenter, Noruega com o projecto “ReLocations” e teve a exposição individual “[a]drift” na Arteriet Gallery. Em 2021, foi um dos curadores do Festival de Artes Queer de Thessaloniki: “What is Identity?”. O seu trabalho também foi exibido no Brasil, México, Colômbia, Grécia, Espanha e Finlândia.

Actualmente vive e trabalha em Lisboa, Portugal.


Apoios

Câmara Municipal de Lisboa - RAAML (Regulamento de Atribuição de Apoios pelo Município de Lisboa)
Junta de Freguesia de Arroios

Parcerias